O Povo / CE
Os maiores custos são para as as regiões metropolitanas de São Paulo, municípios paulistas e o Distrito Federal
Os novos valores máximos para a compra de imóveis por famílias de baixa renda, por meio do Programa Minha Casa, Minha Vida, são de R$ 65 mil para um apartamento e R$ 63 mil para uma residência térrea. É o que determinou portaria do Ministério das Cidades, publicada ontem do Diário Oficial da União.
Os maiores custos são para as regiões metropolitanas do Estado de São Paulo, os municípios paulistas de Jundiaí, São José dos Campos, Jacareí e o Distrito Federal.
Com a publicação da portaria, poderão ser iniciadas as contratações da segunda fase do Minha Casa, Minha Vida para a primeira faixa de renda, até R$ 1,6 mil por mês na área urbana e até R$ 15 mil anuais na zona rural. O valor médio das moradias a serem compradas pela famílias de baixa renda aumentou de R$ 42 mil para R$ 55 mil.
A segunda fase do programa, lançada no dia 16 de junho, prevê a construção de dois milhões de unidades habitacionais até 2014. Serão investidos R$ 125,7 bilhões entre 2011 e 2014. Desse total, R$ 72,6 bilhões são para subsídios e R$ 53,1 bilhões destinados a financiamentos.
Avaliação
Os novos tetos para o Minha Casa, Minha Vida são baixos e desestimulam a participação da iniciativa privada, avalia a Câmara Brasileira da Indústria da Construção (Cbic). Em nota, a entidade informou que os valores indicados na portaria podem levar as empresas a optar por outros tipos de empreendimentos e desistirem de investir no programa habitacional. Segundo a Cbic, os tetos para a compra de imóveis por famílias de baixa renda deveriam de ter subido 30,7%. Esse percentual, segundo a entidade, havia sido sugerido pela Câmara dos Deputados e corresponde, entre o outros fatores, ao reajuste dos materiais de construção e da mão de obra. (das agências de notícias)
O quê
ENTENDA A NOTÍCIA
Uma das marcas do governo federal petista, o Minha Casa, Minha vida é o principal programa de habitação do País. Até 2010, segundo a Caixa Econômica, 161 mil casas haviam sido entregues.
Fonte: Clip Imobiliário