Teto de renda no 'Minha Casa' sobe para R$ 9 mil

O aumento de 7,69% seguiu a inflação acumulada pelo Índice Nacional de Preços ao Consumidor (INPC)
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O governo anunciou ontem reajuste de 7,69% das faixas de renda do programa Minha Casa Minha Vida (MCMV), elevando dessa forma para R$ 9 mil a renda máxima beneficiada pelo MCMV.
 
Segundo o Ministério das Cidades, o reajuste elevou a renda beneficiada pela faixa 1,5 de R$ 2,35 mil para R$ 2,6 mil. Na faixa 2, o valor de referência subiu de R$ 3,6 mil para R$ 4 mil Na última faixa, a 3, o valor máximo de renda subiu de R$ 6,5 mil para R$ 9 mil. O aumento, segundo o governo, seguiu a inflação acumulada pelo Índice Nacional de Preços ao Consumidor (INPC). O governo prevê que sejam contratadas 610 mil unidades habitacionais em 2017.
 
De acordo com o diretor do Instituto Brasileiro de Executivos de Finanças (Ibef Ceará), Aristarco Sobreira, a repercussão das medidas é altamente positiva. "O setor entende que isso tem impacto direto, além de que notícias como essa criam ânimo para a economia". Ele ainda acredita que todos os indicadores apontam para uma retomada do crescimento.
 
O governo também anunciou o aumento no valor máximo dos imóveis que podem ser incluídos nas operações com FGTS. Em São Paulo, Rio de Janeiro e Distrito Federal, o valor máximo do imóvel subiu de R$ 225 mil para R$ 240 mil. Nas capitais do Nordeste e Norte, o valor passou de R$ 170 mil para R$ 180 mil.
 
O ministro do Planejamento, Dyogo Oliveira, destacou que medida amplia em R$ 8,5 bilhões o volume de recursos de financiamento e subsídios destinados à habitação. O montante passa de R$ 64,4 bilhões para R$ 72,9 bilhões.
 
A maior parte dos subsídios, de R$ 1,2 bilhão, será do FGTS, segundo Oliveira. A União responde por R$ 200 milhões em subsídios.
 
Emprego
 
O argumento do governo é que a proposta irá aumentar o emprego no setor de construção, além de facilitar o acesso do brasileiro à casa própria. A meta de contratações envolve todas as faixas: 170 mil para a faixa 1; 40 mil para a faixa 1,5; e 400 mil para as faixas 2 e 3.
 
Oliveira reforçou que o objetivo de atualizar é "dar continuidade" no programa MCMV é retomar a geração do emprego. "O objetivo é que o MCMV tenha no seu cerne a geração do emprego. Estamos dando continuidade ao processo de estabilização da economia e retomada do crescimento", afirmou.
 
Dyogo disse ainda que o governo não gosta de fazer corte de gastos. "Não somos masoquistas nem temos prazer em ter cortes de gastos. O que nos interessa é ter mais eficiência no gasto público", declarou.
 
Distrato
 
Questionado sobre se o acordo em relação aos distratos imobiliários - devolução em caso de desistência da compra de um imóvel - teve avanços ou tem data para ser anunciado, o ministro das Cidades, Bruno Araújo, afirmou que o assunto ainda é algo que está sendo discutido dentro do governo.
 
"Não há nada de objetivo decidido em relação à questão da regulamentação do distrato e nada a ser anunciado a esse respeito", disse ele.
 
Fonte: Diário do Nordeste
 

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