Imóveis: Fortaleza teve alta de 0,73%

 
 O preço médio dos imóveis residenciais no País caiu 2,26% em 2016, o que representa uma deterioração do mercado em comparação com 2015, quando houve baixa de 0,20%. Em 2016, apenas Fortaleza e Goiânia tiveram altas, de 0,73% e 0,25%, respectivamente.
 
No ano, sete das nove capitais pesquisadas tiveram queda nominal no preço dos imóveis. As maiores retrações foram verificadas no Rio de Janeiro (-3,85%), em Belo Horizonte (-3,55%) e em Salvador (-2,87%).
 
Na cidade de São Paulo, a baixa foi de 2,39%. Já no mês de dezembro, quatro cidades tiveram queda nos preços e cinco mostraram altas. A maior baixa foi em Fortaleza (-0,46%), enquanto a maior alta ocorreu em São Paulo (0,09%).
 
Os dados fazem parte do Índice Geral do Mercado Imobiliário Residencial (IGMI-R), divulgado nesta sexta-feira, 27, pela Associação Brasileira das Entidades de Crédito Imobiliário e Poupança (Abecip). O levantamento é feito com base em laudos de avaliações fornecidos pelas instituições financeiras em nove capitais brasileiras.
 
Possível reversão
 
Apesar da piora do mercado ao longo do ano, a pesquisa mostra que os preços subiram 0,08% em dezembro, a primeira alta desde 2015. Para a Abecip, o resultado de dezembro sinaliza uma possível reversão da tendência de queda no mercado imobiliário. "Em linha com o que se espera para os fundamentos da economia brasileira, a partir deste início de 2017 esta reversão de tendência pode apontar para um estancamento da queda dos preços nominais dos imóveis, preparando uma eventual estabilização dos valores reais", afirma a Abecip.
 
FipeZap
 
Ao investigar os metros quadrados para venda de imóveis anunciados no portal Zap nas cidades do Rio de Janeiro (R$ 11.666), São Paulo (R$ 10.611), Porto Alegre (R$ 8.066) e Belo Horizonte (R$ 7.437), o Fundo Instituto de Pesquisas Econômicas (Fipe) apontou uma "queda forte" de imóveis comerciais em 2016. "A comparação entre o investimento feito em imóveis comerciais e uma alternativa de menor risco (o CDI) mostra que desde 2015 o investidor em imóveis comerciais tem tido, em geral, perdas", diz a nota.
 

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